Modificações geradas pela intervenção da ergonomia.

Como articular as possíveis interações no sistema Homem X Máquina.

As modificações são sempre geradas por uma demanda formulada pela direção da empresa (necessidade explícita) ou pelos trabalhadores (necessidade implícita).

Nos estudos, busca-se evidenciar questões eventualmente ocultas, visto que certos problemas podem mascarar outros, por vezes mais importantes.

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Sylvia Volpi
Professora e  Conslutora
de Ergonomia 
Dentro destes estudos analisam-se a tecnologia utilizada, organização de trabalho implantada, principais características da mão-de-obra disponível, principais aspectos sócio- econômicos da empresa, condições de trabalho, exigências do trabalho, entre outros aspectos.

Os resultados da análise da demanda , onde se constrói uma representação e a interpretação de todos os aspectos de uma situação de trabalho, permitem a elaboração do plano de intervenção ergonômica.

Buscam-se então as modificações ideais, que são por vezes difíceis e complexas, além de onerosas.

Na fase de projetos utiliza-se principalmente a criatividade para se obter as diversas opções para possíveis soluções, procura-se entre elas a que é mais viável, de menor custo, com menor chance de gerar novos problemas, etc.

Alguns problemas que não podem ser eliminados, podem ser minimizados o que já é louvável e recomendável, dai existirem as possibilidades e limites da intervenção.

Antes de se implementar qualquer modificação nas situações de trabalho deve se verificar suas conseqüências sobre o indivíduo e o ambiente como um todo.

É necessário que se tenha extremo cuidado na implementação das modificações, nesta fase, é comum se verificar que em nome da ergonomia, leigos que procedem a alterações sem fundamentos , que geram maiores problemas dos que os já existentes, quando não até acidentes graves.

O funcionário é sempre o maior interessado nas mudanças das condições de trabalho.

Ele pode passar várias horas diárias diante de situações de desconforto, perigo, dolorosas, danosas, irritantes, etc.

Portanto deve sempre ser ouvido sobre o que se pretende modificar em seu posto de trabalho.

A simples modificação das situações de trabalho sem a devida conivência do seu utilizador não surtirão o efeito desejado, havendo a necessidade de sua conscientização e preparação para enfrentar a nova situação.

O treinamento qualifica o usuário a obter de forma adequada, segura e proveitosa o maior rendimento possível de seu novo posto e condições de trabalho.

É de vital importância a presença do treinamento durante e após as modificações.

O controle e acompanhamento das ocorrências durante as mudanças, devem fazer parte do processo para que se obtenha sucesso.

As mudanças precisam ser estudadas com a finalidade de verificar se não trouxeram nenhuma conseqüência imprevisível e se resolveram de forma satisfatória o problema inicial.

Neste momento deve ocorrer o controle das modificações que é feito no local, junto aos funcionários.

Segue-se então após todas as fases anteriores completadas à manutenção, quando se acompanha a evolução da situação com intuito de prevenção e até antecipação de situações futuras.

Sendo o usuário o principal agente modificador do processo produtivo, deve-se analisar periodicamente, a execução de sua tarefa levando-se em conta os conceitos de trabalho prescrito e trabalho real.

Nem sempre a solução que é melhor ergonomicamente é viável ou até definitiva, as conseqüências devem sempre ser analisadas cuidadosamente.

É imprescindível o acompanhamento após as modificações.

As intervenções ergonômicas devem sempre ser contínuas e dinâmicas para que surtam efeito.

Reduzir a penosidade humana no trabalho, visando sua adaptação e a racionalização do sistema produtivo, transforma o que antes era sofrimento em uma atividade agradável, gratificante e produtiva.

  

Webmaker: M. Canton