A ergonomia aliada à economia
gerando produtividade e minimizando custos.

Dentre as principais solicitações das empresas quando contratam um Economista estão: aumentar a produtividade e diminuir os custos. Verifica-se no entanto que este problema na maioria das vezes não é Econômico e sim Ergonômico.

Segundo conceitos da Economia temos que:

Produção é o processo que combina e transforma os fatores de produção (veja quadro) no intuito de criar bens ou serviços para serem oferecidos ao mercado.

Enquanto que Produtividade: é o grau de aproveitamento integral dos fatores de produção disponíveis.

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Sylvia Volpi

Professora e  Conslutora
de Ergonomia 


Portanto o aumento de produtividade significa elevar quantidades produzidas sem se alterarem os fatores de produção, ou seja, a quantidade produzida deverá aumentar utilizando-se o mesmo tipo de matéria-prima, os mesmos equipamentos, a mesma jornada de trabalho, o mesmo operador, etc.

As características do produto não podem ser alteradas, devem ser mantidas a uniformidade, qualidade, etc.

O que então pode ser modificado para que haja este aumento de produtividade é a maneira como se executa o trabalho. 
É neste ponto que a Ergonomia se faz presente.

Excetuando-se a produção totalmente automatizada, onde o homem não tem participação marcante, verifica-se constantemente que para se alterar a maneira de execução do trabalho de modo a que esta surta resultados satisfatórios, deparamo-nos com barreiras que necessitam também de modificação tais como: ferramentas inadequadas, ambientes impróprios, postos de trabalho sacrificantes, chefes intolerantes e intoleráveis, entre outros. 

Quanto ao Custo de Produção este é considerado o dispêndio dos fatores de produção.

Lembrando-se que neste dispêndio também estão incluídos refugos, desperdícios, absenteísmo, rotatividade de mão-de-obra.

Nos dias de hoje o funcionário da empresa exige um alto valor de investimento passando de "descartável" para patrimônio da empresa.

Sendo considerada a produção um resultado da ação humana tem-se que este esforço humano influencia de maneira peculiar o custo de produção.

Mais uma vez se constata a imensa importância da ação humana no processo produtivo e sua marcante influência.

Cabe partindo-se desta premissa a Análise da Tarefa do ponto de vista Ergonômico, onde constata-se que há: 
O Trabalho Prescrito (conceito teórico) que é segundo a empresa, a maneira como o trabalho deve ser executado, como se utilizam as máquinas, ferramentas, equipamentos, etc..

Pode ser representado pelo tempo para cada operação, modos operatórios, regras a respeitar, etc. 
E, o Trabalho Real que é o realmente executado pelo trabalhador e que jamais corresponde exatamente ao prescrito.

A metodologia ergonômica aparece como instrumento de medida de distância entre o Trabalho Prescrito e o Trabalho Real. 

Cada ser humano é único e torna-se difícil estipular padrões.

Ele é capaz de criar métodos, modificar atitudes, adaptar instrumentos de trabalho, postos de trabalho, enfim, pode alterar conforme sua criatividade, vontade ou necessidade seu método de trabalho.

Não existindo apenas um modelo de pessoa da mesma forma não existirá uma única forma de se realizar uma tarefa.

Sendo o homem o principal agente de modificações do processo produtivo é primordial a análise da execução de sua tarefa segundo sua própria visão, partindo-se posteriormente para alterações do processo verificando-se os pontos positivos e negativos em busca de maior produtividade.

A Ergonomia visa a enriquecer o conceito de produtividade em conjunto com os conceitos de eficácia , bem estar e qualidade, reduzindo a penosidade do ser humano, no intuito de sua melhor adaptação do ser humano ao trabalho e à racionalização do sistema produtivo.

Surgindo então naturalmente como conseqüência de todo este processo a tão almejada: produtividade.

Trabalho:
Esforço humano na produção.
Recursos Naturais: 
Tudo que economicamente
pode ser aproveitado da natureza.
Capital:
 Reunião de bens um sistema
(equipamentos, máquinas, ferramentas, etc.)
Tecnologia:
Métodos utilizados para
a combinação dos demais recursos.

  

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